The Color Run: os 5k mais felizes do planeta

Não corri muitas corridas de rua para confirmar o slogan da The Color Run (“The happiest 5k on the planet”), mas achei a corrida maravilhosamente divertida em Brasília e concluí que essa foi pelo menos a prova mais legal que já participei. Para começar, a diversão é a prioridade, já que o tempo não é cronometrado. A brincadeira contagia todo mundo e sem perceber os corredores interagem entre si em um clima super tranquilo. O pessoal da organização também anima os participantes e a sensação contagia geral. Fiz a prova sem nem sentir. Foi tinta para todo lado e ninguém escapou do pozinho colorido!

A The Color Run promove diversão e ideias como saúde, alegria, caridade e vida saudável. Além disso, é um evento para qualquer um, definitivamente. De crianças a vovôs, todo mundo pode participar, mesmo quem não corre. A organização separa os corredores das pessoas que não correm. É claro que na hora não foi exatamente organizado. Não vi muito controle, mas também não houve grandes problemas. Quem correu, correu, quem andou andou e todo mundo curtiu. A única reclamação é que poderia ter havido mais tinta durante o percurso (diversão nunca é demais!).

A corrida ainda vai acontecer em Salvador, Fortaleza, Manaus, Boa Vista, Recife, Teresina, Rio de Janeiro, Campinas, Ribeirão Preto, Uberlândia, Natal, São Paulo e Belo Horizonte.

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Aqui, um vídeo que revela bem o clima da corrida

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Doce boa noite

Chá, meu chazinho, meu querido chá!  Para quem corre, acho que esse é um dos prazeres mais gostosinhos que existem depois da corrida diária, quando bate aquela noite fria e chuvosa (como a que está hoje aqui em Brasília).

Chá de maracujá

Chá de maracujá e maçã com mel

Hoje, corri 9 km bem corridos logo depois do expediente. Há um parque enorme ao lado do meu trabalho. Mesmo trabalhando lá há uns bons meses, nunca pensei em usufruir aquele espaço. Tudo fica mais fácil. Saio do serviço, vou direto para lá, me troco, guardo as minhas coisas no vestiário e parto para a corrida. O ambiente é bacana, bem diferente do local onde costumo correr (com calçadas esburacadas e com  verdadeiros obstáculos para os meus queridos pezinhos e joelhos).

No parque, tem muita gente correndo, é possível sentir a sintonia com os outros corredores e é como se você desse um “joinha” e um “toca aqui” imaginário para cada um que cruza o seu caminho. Gosto muito dessa cumplicidade silenciosa que permeia o universo dos corredores.

Por fim, a recompensa de hoje: chá de maçã com canela e mel, pijama, cama, gel relaxante anti-cansaço da Granado e chuva, muita chuva.

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Chá de maçã com canela e mel

Madrugando

Um dia desses, resolvi: “vou correr de manhãzinha, não quero nem saber”. Okay. Disse isso, mas no dia seguinte acordei, olhei para o lado, virei, e continuei babando. Um outro dia, a mesma ideia voltou a matutar. “Vou correr de manhãzinha haja o que houver”. Mais uma vez, virei para o lado e dormi.

Nesta semana, olhei bem decidida para mim mesma diante do espelho e disse: “cara, é agora ou nunca, heim?”. No dia seguinte, não virei para o lado. Os meus olhos se abriram num estalar e nem dei tempo para a minha mente planejar qualquer sabotagem. Já havia preparado a roupinha na noite anterior. Os tênis enfileirados na ponta da cama, de modo que eu sequer tivesse trabalho para buscá-los dentro do armário, diminuíram bastante a preguiça de viver que sinto pelas manhãs.

Saí de casa ainda no escurinho, meio confusa, meio deserta. Estava incrédula por realmente agir como eu queria agir. Tudo bem, botei os bofes para fora durante os 47 minutos de corrida. Cheguei correndo (quase literalmente), tomei banho e fui viver o dia. Quando voltei, sei lá, 12 horas mais tarde, cansada, vivida, pensei: “putz, que cansaço”. Rapidamente reformulei: “nossa, que agitação boa eu passei hoje”. A moleza era por parar, aquilo era ruim. A agitação, não.

Não tirei fotos porque, né? De manhã eu não sou ninguém. Não era, pelo menos.

“Tomo banho de orvalho de manhã” Manoel de Barros