Novo app para viciados em receitas rápidas e saudáveis

Abrindo a seção “propaganda gratuita”, começo falando de um app da rede de estabelecimentos Salad Creations, o Guia Salad (Disponível para IOS e Android). Basicamente, o aplicativo é uma revistinha com várias receitas e dicas saudáveis. Testei duas receitas e venho aqui contar o que achei. A primeira está na categoria “acompanhamentos”: dips de queijo com pesto. A segunda foi uma geleia funcional de morango com chia. As receitas seguem no print do aplicativo.

Adorei as duas receitas. A primeira é ótima opção para oferecer a amigos como entrada, o sabor do cottage com manjericão fica maravilhoso. A segunda, confesso, foi a mais querida. A geleia ficou mesmo com gosto e textura de geleia. O melhor é saber exatamente o que contém na mistura, o que me faz ficar bem mais aliviada, né?

Ainda há receitas de sucos, saladas e dicas saudáveis. A conclusão? App aprovado.

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Marmita nossa de cada dia

Há umas três semanas, comecei a trabalhar em um novo lugar. E com a novidade, a mudança de horário foi inevitável. Daí que eu precisei adaptar a minha rotina todinha. O primeiro passo foi modificar a minha lancheira. Agora, levo lanchinhos e a salvadora da pátria dos famintos, a marmita.

Sempre coloco meu almoço em um pote pequeno de vidro (não deixa cheiro, é mais fácil para lavar e não gera problemas de saúde por causa do plástico quente no micro-ondas). O bom é que sempre como mais ou menos a mesma quantidade de comida e acabo criando um padrão alimentar. Mas é claro, às vezes eu como mais, às vezes menos. Depende muito.

Preparo as refeições na noite anterior. Geralmente, deixo algumas coisas já pré-preparadas, como cortar as peças de carne e deixar no congelador, separar os vegetais e cortá-los. Não demoro nem 30 minutos cozinhando porque na hora do “vamovê” já está tudo no jeito e é só cozinhar rapidinho. É super prático, fácil e muito mais barato 🙂

Aqui, algumas das marmitas que já preparei:

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Você sabe ser só?

Hoje, gostaria de comentar uma reportagem (leiam!) da Veja Brasília (Terra de solteiros – Como os brasilienses vivem a cidade que tem fama de pouco acolhedora e um dos maiores índices de pessoas sozinhas do país).

Em resumo, a matéria diz que a Capital Federal tem um dos índices mais altos de solteiros do Brasil e usa relatos de várias pessoas “sozinhas” para compreender por que Brasília lidera a lista dos desacompanhados.  Entre os depoimentos, o autor mostra uma pessoa que sai sozinha e que se sente ótima por isso, tirando o fato de que não vai socializar com ninguém a noite toda. Apresenta também uma jovem bem relacionada, que adora sair, mas que se recusa a fazer isso sem companhia. “Quem sai só acaba tendo o celular como companheiro a noite toda”.  Os exemplos não terminam por aí, basta conferir lá.

Sair sozinho para ficar no celular definitivamente não vai gerar uma situação propícia de socialização. Mas não é essa a questão que eu gostaria de expor. Não estou, no caso, criticando a reportagem por querer entender por que aqui há mais solteiros. Apenas quero usá-la para falar de um assunto que tem a ver, mas que não é aprofundada na matéria: ser só.

Por que é tão difícil sair só e se sentir bem? E por que o julgamento do outro importa tanto (todos vão comentar que ele está sozinho, coitado)? O que realmente importa? A companhia? O medo de ser julgado? Ou fazer a atividade que o motivou a sair de casa? Muitas pessoas não conseguem se sentir confortáveis sozinhas em público. Penso que se a pessoa sai sozinha (e sem o propósito de buscar companhia) é porque ela tem vontade de vivenciar uma experiência solitariamente, pelo menos na teoria.

Outra moça fala: “as pessoas usam carro para fazer todo tipo de deslocamento e isso as impede de ver gente andando nas ruas. É como se cada automóvel fosse um ser humano solitário”. Realmente, temos muitas atitudes individualistas, e apesar disso, não paramos um segundo para pensar verdadeiramente sobre isso. Hoje, cada vez mais, temos a tendência de ser mais solitários (em parte pelo modo de vida que levamos nos dias atuais, pela forma como a tecnologia tem moldado nossas relações, etc) e, contraditoriamente, não sabemos viver solitariamente. Vivemos reclamando de solidão, mesmo que nos condicionemos (de forma arbitrária) para isso.

Na semana passada, um professor meu perguntou em sala: “vocês já tiveram alguma experiência de total solidão? Algo como no romance Robinson Crusoe (Daniel Defoe) ou como no filme Náufrago (Robert Zemeckis)? Quem realmente pôde passar por uma situação assim? ‘Ah, eu posso se eu quiser, professor. Posso me trancar por vários dias no meu quarto’. Sim, mas a qualquer momento você pode sair de lá”. O que é realmente estar só? Dói conviver consigo mesmo? Como encontrar prazer no simples fato de viver com você mesmo e amar quem você é?  Como não ter medo de ser só?

Em tempo, acrescento, e se você estivesse completamente sozinho no espaço, como no filme Gravidade (Alfonso Cuarón)? Quando o astronauta (Kowalski/Clooney) pergunta para a médica (Ryan/Bullock) o que mais gosta no espaço, ela responde: “o silêncio”. Incomparável imaginar como é estar em absoluto silêncio. Há muito tempo, ainda na época do colégio, fui para uma caverna durante um passeio escolar e o instrutor pediu para que todos desligassem as lanternas e fizessem silêncio. A sensação é a de não existir pelo simples fato de que ninguém pode te notar. Ninguém podia me ouvir, ninguém podia me ver, como se não houvesse nada em lugar nenhum. Porém, no fundo, havia uma grande certeza: eu estava ali, eu podia me sentir naquele vazio completo, eu existia. E, ainda assim, por que aquela sensação foi tão aterrorizante? Porque provavelmente a ideia de viver só aterroriza muita gente, não podia ser muito diferente comigo.

Para mim, esse é um problema que não se resolve fácil. Acredito eu, é uma questão que tem que ser repensada por cada um. Sim, temos necessidade do outro, mas ser só também nos possibilita abrir a mente para quem somos verdadeiramente. E não devemos ter medo de nos permitir essa caminhada de autoconhecimento.  Ter experiências solitárias faz com que odiemos nós mesmos, muitas vezes, mas também faz com que nos amemos muito mais.

Vídeo bacana que tenta mostrar as vantagens de ser só. Vale a pena assistir.

“Ao agir com os outros perco, ao menos, uma coisa – que é agir só.

Que têm os outros com o universo que há em mim?”

Fernando Pessoa